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PORQUE CREIO NO REINO MILENARCONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS

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“...e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28.20)

 

Não precisamos nos aprofundar no significado da expressão “consumação dos séculos”. Por si só ela já diz que a história humana como a conhecemos caminha para um desfecho. Na visão geral das Escrituras, o universo tem seu alfa e seu ômega. “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1) apresenta um ponto inicial para a história do universo. A ideia de que o cosmo sempre existiu conforme pensavam os gregos não é  bíblica de modo algum. E essa mesma Bíblia  que põe um ponto inicial também põe um final. Criação, queda e redenção resume os caminhos de tudo  no tempo. E essa redenção, preparada desde a eternidade  e consumada em Cristo, terá seu desfecho em algum momento do futuro. A redenção permeará então todas as coisas, a história como a conhecemos se consumará.

Tanto gregos quando hindus enxergavam as coisas deste modo, como escreveu Erich Kahler: “A mudança e a transformação eram vistas [pelos gregos] como um ciclo periódico que refletia ritmicamente a ordem circular do cosmos. E prossegue citando Platão no diálogo Timeu: “uma imagem dinâmica da eternidade [...] imagem a qual temos dado o nome de tempo”  E o próprio Platão comenta ainda: “Os objetos móveis da percepção sensível não são mais do que  formas do tempo que imita a eternidade em um movimento circular”. 

            Na Índia, o conceito não era diferente. O eterno retorno, o movimento cíclico do universo, o samsara, tudo isto demonstra sua visão do tempo, da vida e da história. Os Puranas, uma série de escritos hindus muito antigos, eram verdadeiros expoentes da teoria cíclica: “Não há criação no sentido do Gênesis; o mundo está continuamente evolvendo e se dissolvendo, crescendo e decrescendo em ciclos, da mesma forma que cada planta e cada organismo animal [...] Não há um propósito último rumo ao qual a totalidade da criação se mova. Não há progresso, mas eterna repetição”. 

            Quão diferente é a visão bíblica da vida e da história!! O tempo não é um círculo, mas uma linha reta. Tivemos um início e agora caminhamos para um fim. Saímos de um ponto e estamos nos dirigindo a outro. A expressão bíblica “últimos dias” aparece logo no primeiro livro da Bíblia, em Gênesis 49.1, aplicando desde então a idéia de que não estamos em um “carrossel cósmico”, mas em uma “espaçonave” rumo a algum lugar. O termo se repete continuamente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ensinando o crente a esperar por uma conclusão de tudo. Como escreveu Abba Eban, autor da “História do povo de Israel”, “a noção de redenção final é fundamental na idéia profética”.

Quando vemos filmes de ficção científica o que nos é apresentado é um progresso científico ilimitado. A história penetra no tempo e no espaço sideral da  mesma forma que os navios penetraram o Atlântico. A ideia de um ponto final para a história humana está longe de ser retratado. A invasão divina de forma concreta na esfera humana é completamente descartada. A escatologia hollywoodiana foi seqüestrada pela visão cientificista e naturalista. Não há um Deus por trás dos eventos do mundo, somente o homem e a  natureza.

A popular expressão “fim do mundo” tem raízes nas Escrituras, e, portanto, é bem mais verdadeira do que toda criatividade de Guerra nas Estrelas. Um cristão pode não saber muito sobre escatologia, mas sabe que o mundo tem um ponto final, sabe que o fim vem. Não um fim acidental e sim um fim determinado por Deus para conclusão de Seus  eternos propósitos.

 

“Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando- vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”.(2 Pedro 3.10-13)

 

 

 

helio

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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