..::Ministério da Reconciliação::..

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ELE VOLTARÁ

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O tempo presente é uma era em suspenso. Depois de milhares de anos sendo anunciado pelos profetas, de repente o Messias surge na história e a redime. Ele se faz carne, ele morre, ele ressuscita, ele ascende aos céus. Esse processo fez com que os poderes do mundo vindouro se manifestem hoje em alguma medida. Não é o Reino em toda a sua plenitude, não é a eternidade em todos os seus aspectos. A salvação já está no mundo, mas seus efeitos ainda não alcançaram sua plenitude. É o “já mas não ainda”. O “está consumado” já se faz sentir em todos aqueles que pela fé reconhecem em Cristo o seu redentor. Ainda assim aguardam ansiosos o porvir.

            Enquanto a mensagem do Antigo Testamento era: “O Messias virá”, a mensagem do Novo é: “Ele já veio e virá outra vez”. Sua encarnação trouxe a redenção. Sua ascensão deixou essa redenção suspensa até a sua parousia, isto é, seu retorno a nós.

 

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos,para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céucontenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.(Atos 3.20, 21)

            A ascensão do Cristo e a esperança de sua vinda os fez olhar para cima e para a frente. Compreendiam exatamente quem ele é e sabiam que somente sua presença seria capaz de por em ordem este mundo caótico. Dessa forma, sua segunda vinda seria a conclusão da redenção do mundo. Os poderes manifestados em sua redenção só estariam disponíveis quando ele voltasse nas nuvens do céu para tomar o lugar que é seu por direito. O Messias, tendo já vindo e realizado a sua obra redentora, tornou-se então “aquele que virá”. Sendo que essa segunda vinda, ao invés do discreto nascimento na manjedoura, será acompanhado com evidências impossíveis de não serem notadas. Sua glória se manifestará e todos o verão.

            As testemunhas pascais percebem o Ressuscitado não à luz de uma eternidade celeste e supraterrena, mas como manifestação e irrupção do futuro escatológico do mundo. Ele é para elas, não “aquele que entrou na eternidade”, mas “aquele que há de vir”. Não o viram como aquele que está numa eternidade atemporal, mas como aquele que vira na sua glória futura. (MOLTMANN, Jurgen. Teologia da Esperança. São Paulo: Teológica, 2003, p. 203)

            Não existe escatologia sem Cristo. E o vínculo entre ambos não é ocasional ou tênue. Todos os eventos escatológicos se conectam à pessoa de Cristo de forma estreita e total. Essa verdade pode ser resumida na frase “nossa esperança é sua vinda”, quando as promessas bíblicas se tornarão realidade.

            Nós somos daqueles que o aguardam e que amam a sua vinda. Sabemos que nada será completo e pleno até  que Ele venha.

 

 

 

helio

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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