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PROCLAMADORA DO FUTURO

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O evangelho é a proclamação daquilo que Deus fez em Cristo, do que Ele pode fazer na vida dos que crêem e o resultado disto no futuro. Se há uma verdade na vida e na Bíblia é que o nosso hoje determina boa parte do nosso amanhã.

A Igreja com certeza ignora muitas coisas a respeito do futuro. Ela não sabe tudo. Não há detalhes suficientes para pintarmos um quadro completo da eternidade. Sempre há muita especulação sobre esses assuntos e o surgimento de expectativas não bíblicas. Nosso desconhecimento é infinitamente maior que o nosso conhecimento.

Isso não significa que não sabemos nada. Em parte conhecemos e em parte profetizamos (1 Coríntios 13.9). Na verdade, boa parte das Escrituras fala do futuro. É como se pudéssemos levantar uma ponta da cortina e ver os artistas se arrumando para a apresentação. Não somos oniscientes, nem completamente ignorantes sobre o porvir. Sabemos aquilo que Deus desejou nos revelar em sua palavra e essa revelação é relevante para a igreja e para o mundo. E não só relevante. A proclamação de seu conteúdo é responsabilidade nossa. Não somos apenas proclamadores do que foi e do que é, mas também do que há de vir.

A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lha anunciarás da minha parte. Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o demandarei da tua mão (Ezequiel 33.7, 8)

O mundo precisa saber a respeito da volta de Jesus, de seu juízo, de seu Reino, de seu galardão. Sabemos para onde estamos indo em meio a um mundo que não sabe ou que pensa que sabe. Cabe a nós trazer-lhe a luz de Deus sobre o amanhã, quer ouçam, quer deixem de ouvir. O conteúdo de nossa proclamação não pode deixar de lado as inúmeras predições das Escrituras. Elas não são apenas parte da revelação divina, mas parte da realidade do universo, que inclui passado, presente e futuro.

Se a igreja não falar sobre o futuro, quem falará? Quem irá até o Areópago para dizer aos filósofos que Deus tem determinado um dia que com justiça julgará o mundo (Atos 17.31). Quem falará aos utópicos que o tempo da restauração de todas as coisas só chegará com Cristo (Atos 3.21)? Que falará aos poderosos sobre o juízo vindouro (Atos 24.25)?

Se a igreja não falar dos eventos bons e ruins preditos nas Escrituras isso não será uma mera omissão, será uma perigosa amputação da verdade, será a proclamação de uma mensagem incompleta. Seja ao homem da rua, seja aos príncipes em seu trono, todos precisam saber que Jesus está voltado e o seu galardão está com Ele. E ele dará a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22.12).

helio2016

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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