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SEREMOS AVALIADOS

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Há sempre ideias erradas sobre nós, os remidos, e o Juízo Final. Uma falta de compreensão com respeito a redenção realizada por Cristo tem levado muitos a sentimentos de medo e receio com relação à salvação. Ao invés de glorificarem a Deus hoje por estarem salvos em Cristo, muitos estão como que aguardando o momento no qual suas obras serão avaliadas no dia do Juízo e então eles serão salvos por elas. Esta não é a mensagem do Evangelho. Sobre isto, a declaração de Jesus é bem clara:

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (João 5.24).

 

E o apóstolo Paulo sanciona a segurança de nossa salvação e nos garante que nenhuma condenação nos aguarda. Em Cristo nossa salvação é garantida.

Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8.1).

E nãopára por aqui nossa relação com o juízo final. Ele vai ainda maislonge. Não apenas não precisamos temer o juízo final, pois ele já não seaplica a  nós. Muitomais do que isto, nós seremos co-juízes nesse evento. Dele participaremos, não como réus, mas como árbitros. Mesmo que aideia pareça  estranha  diante  de nossa imperfeição, ela é completamente bíblica, uma vez que não se baseia em nossa justiça, mas na justiça de Cristo que a nós foi dada. A Palavra de Deus é muito clara com respeito a isso:

Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? (1 Coríntios 6.1-4)

Com certeza não foi a irrepreensibilidade dos coríntios que lhes garantiu essa posição. Foi única e exclusivamente a determinação divina. Sendo assim, a Bíblia é clara que nos juízo final não seremos julgados, mas julgadores. Todavia...

Isto não significa que não seremos avaliados. Não poucas vezes no Novo Testamento somos confrontados com o fato de que nossas ações serão em algum momento do futuro, consideradas. Mesmo que não sejamos condenados, aquilo fizemos como salvos, como remidos, contará na eternidade. Isto é natural e as Escrituras são bem claras nesse sentido:

Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. (Romanos 14.10)

E nãoparamos por aqui. Esse lugar, descritocomo tribunal de Cristo, não é o mesmo trono branco de  Apocalipse  20. Ele tem afunção de avaliar o que nós cristãos temos feito como salvos neste mundo, como realizamos nossas obras agora que  estamos Nele.

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. (2Coríntios 5.10).

 

Como agimos com nossos irmãos, o que fizemos com nossos corpos, como cumprimos o nosso ministério – tudo isso será levado em conta. As aparências e julgamentos deste mundo, nada serão diante da avaliação Daquele que tem seus olhos como chamas de fogo. Ele conhece não só as nossas atitudes, mas ainda as motivações de nosso coração. Nosso tempo presente será avaliado à luz da eternidade e nossa recompensada estará atrelada à forma como servimos a Deus neste mundo.

Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. (1 Coríntios 3.9-15)

 

Haverá muitas surpresas naquele dia, porque avaliamos de modo imperfeito as obras dos servos de Deus. Sucesso e prestígios tem sido a nossa régua e a visibilidade midiática tem sido nosso critério. Entretanto, o Senhor tem seu próprio mérito para julgar as realizações de cada um de seus servos. Ele não vê como vê o homem. O homem olha a aparência, mas o Senhor vê o coração. A balança Delenão é igual a nossa.

Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá de Deus o louvor. (1 Coríntios 4.3-5)

 

Ao invés de gastar tempo julgando, pesando e avaliando aos outros, deveríamos concentraressa energia em considerar nossos caminhos, e refletir qual seria a declaração divina com respeito a forma como temos vividos. Talvez seja verdade que não somos maus servos, e, no entanto, ainda estamos longe de um padrão aceitável. Nem em nossos relacionamentos, nem no uso de nosso corpo, nem na execução dos nossos dons e ministérios. Não seremos condenados por isso, mas isso será levado em consideração.

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! E, por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. (1 Coríntios 9.16, 17)

 

O que me trará a eternidade? Terei prêmio pelo amor e o zelo com que cumpri meu chamado, ou serei apenas um salvo que cumpriu de má vontade uma incumbência? “Alegrar-te-ás sempre à noite se houveres empregado bem o dia”, escreveu Tomás de Kempis. E eu o parafraseio, dizendo “que alegrar-te-ás eternamente na vida futura, sempre houveres empregado bem a vida presente”

 


  

helio2016

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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