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Arqueologia

GOVERNOS HUMANOS E PRINCIPADOS

GOVERNOS  HUMANOS E PRINCIPADOS

 

Jesus Cristo é o Senhor. Ele ressuscitou dentre os mortos  e está  assentado acima de todo principado e postestade, domínio e poder, e acima de qualquer nome que se nomeia quer neste século, quer no vindouro (Efésios 1.21). Pela fé a Igreja reconhece essa verdade, enquanto o restante do mundo permanece cego para ela. Os reis da terra permanecem em seus tronos como quem nada deve diante do Senhor e as potestades malignas insistem em dominar este mundo ainda que saibam que seu fim está próximo.

O futuro só terá chegado quando os governos deste mundo forem vencidos e reconhecerem a Jesus como Senhor. E quando os principados e potestades, já despojados na cruz do calvário (Colossensis 2.15), forem encarcerados e não mais exercerem seu domínio sobre este mundo.

Por este motivo o anticristo é muito mais do que uma figura de linguagem. Ele será um indivíduo concreto que encarnará  em si a plena rebelião contra Deus, unindo nele mesmo a oposição dos governos humanos e espirituais. O salmo 2.1-3 diz:

 

Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se consultam contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas cadeias e sacudamos de nós as suas algemas.

 

Citado em Atos  4.25, 26 para apontar os governantes que na época de Jesus foram responsáveis  pela sua crucificação, esta passagem mostra a atitude geral dos governos humanos contra Cristo e também sua atitude de oposição no futuro reino anticristão.

 

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exér- cito. (Apocalipse 19.19).

 

Não teremos no anticristo um governante como outro qualquer, mas nele teremos 1) Alguém que deterá pode sobre toda tribo, nação e língua (Ap 13.7). 2) Alguém a quem os reis da terra cederam seu poder de comum acordo. Estes têm um mesmo intento e entregarão seu poder e sua  autoridade à Besta (Ap 17.13). 3) Alguém que abrirá sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar de seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam nos céus (Ap 13.6). Ele encarnará em si mesmo todo poder político terreno e canalizará esse poder em oposição a Deus e a  tudo que se refere a  Ele. De fato, esse maligno personagem se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora (2 Tessalonissenses 2.4).

E não apenas isso. A verdade é que todo esse poder estará em plena conexão com o poder e a autoridade satânica. Ele será um governante munido com a “eficácia de satanás” (2 Ts 2.9)

 

“... e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono e grande autoridade” (Apocalipse 13.2)

 

Logo, o anticristo será essa figura de domínio mundial que reunirá em si mesmo a oposição humana e diabólica ao Cristo. Durante seu  curto reinado, essa união de governo humano e governo espiritual diabólico estarão unidos para  se opor Àquele a  que pertence o trono verdadeiramente.

Por esse motivo, a derrota do anticristo não é apenas a derrota de um homem. É o fim de todo governo humano oposto à Deus e ao seu Cristo. É o fim também de todo principado e potestade que fomenta a rebelião na terra. A volta de Jesus não é um evento opcional dentro do plano divino, mas é um acontecimento essencial em todo o plano divino. Sua volta não é apenas o cumprimento da promessa de seu retorno, não somente sua presença física neste mundo. Tem por finalidade a destruição desse anticristo e de tudo o que ele representa.

 

e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; (2 Tessalonissenses 2.8)

 

Essa palavra  é um resumo de Apocalipse 19.20 a 20.3;

 

E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes. E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem.

 

Esse é um momento escatológico de importância inimaginável. Os desajustes iniciados no Éden e corrigidos na cruz e ressurreição do Senhor serão agora corrigidos. O domínio opositor foi vencido pela derrota do governo humano oposto a Deus e pelo fim definitivo do príncipe deste mundo. Assim será cumprida a previsão milenar do profeta Isaías:

 

Naquele dia o Senhor castigará, no alto, as potestades nos céus, e embaixo, os reis da terra.

Isaías 24.21

 

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

 

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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