..::Ministério da Reconciliação::..

Text size
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Estudos Bíblicos Escatologia

Arqueologia

O PROBLEMA DO MAL E A RESSURREIÇÃO

O PROBLEMA DO MAL E A RESSURREIÇÃO

O problema do mal, ainda que tenha ocupado certas mentes filosóficas, é uma questão de fato religiosa. Por que existe o mal no mundo? Se Deus é bom, por que vemos no Universo tantas coisas que nos parecem injustas e perversas? De onde veio o mal? E talvez a mais importante de todas as perguntas: Como escapar do mal?

A ideia da reencarnação, por exemplo, lida com este problema de modo evasivo. Para os reencarnacionistas, o problema do mal é inerente à matéria. O mundo é mal por causa da sua realidade física, enquanto o mundo espiritual é o estado perfeito.

Logo, a libertação do mal se dá quando o homem “escapa” do mundo material e alcança a esfera não material da vida. Esse escape, como vimos, não é fácil. É somente atingindo este estado de “não reencarnação” ou “não renascimento” que o ser humano consegue ficar bem.

Este caminho, todavia, não significa uma solução definitiva para o problema do mal no Universo, se entendermos que Universo é tudo o que existe. Ele continua a existir, pois nesse caso o mal seria de certo modo “natural”. O “eterno retorno” é o eterno retorno à condição decadente e corrupta, que deve ser resignadamente aceita uma vez que é imutável. Tal estado de coisas não pode ser mudado. Só é possível fugir dele.

É a versão religiosa do mito grego de Sísifo, no qual ele tinha que rolar uma pedra até o ponto mais alto do vale, porém, ao chegar lá a pedra tornava a rolar para baixo e ele tinha de recomeçar o trabalho, e isto, indefinidamente. O sistema cosmológico ligado à reencarnação tem o mesmo caráter de desesperança.

O homem está sujeito a um “eterno retorno”. Mesmo que escape de tal prisão, ele não muda a situação do universo, pois este, por sua própria natureza, está fadado a ser para sempre lugar de infelicidade e dor.

Essa imagem nada tem haver com a Bíblia, que apresenta um Deus Criador que fez tudo muito bom e que por isso tornou-se o Redentor de sua obra quando esta foi corrompida pelo pecado.

Completamente diferente da visãoreencarnacionista é a cosmovisão bíblica ligada à ressurreição. Nela, o mal não é algo inerente ao universo, mas uma situação indesejada, não natural, invasora, que não fazia parte do propósito original. “E Deus viu tudo o que havia feito e eis que era muito bom” (Gn 1.31).

A cosmologia bíblica não aceita o mal, não o categoriza como necessário, mas como uma irregularidade. Ela não se conforma diante do mal no universo. Ao invés da resignação e conformação, ela apregoa a esperança de transformação por meio da ação divina.

A ressurreição de Cristo dentre os mortos tinha para os judeus o efeito de uma concretização dessa esperança de redenção universal. Todos os casos anteriores de retorno da morte, tanto do Antigo como do Novo Testamento, foram apenas uma preconização.

Em Jesus houve uma vitória sobre o poder da morte. Os seus efeitos puderam ser revertidos, anulados. O intruso (o mal) pôde ser definitivamente expulso. A ressurreição de Jesus apontou para uma condição de existência livre da decadência, da morte e do mal.

A esperança na ressurreição dos mortos em seu sentido bíblico inclui muito mais do que pessoas que morreram retornando à vida. Significa, acima de tudo, uma mudança da condição universal, a aniquilação da aniquilação, a morte da morte. Seus efeitos não se restringem ao corpo físico dos seres humanos, mas a toda criação pois a criação é obra de Deus e portanto boa e precisa também ser redimida: “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus.

Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.19-21 –grifo do autor).

Como escreveu C.S. Lewis em seu livro “Milagres”, referindo-se à ressurreição de Cristo: “Ele foi obrigado a abrir uma porta que esteve fechada desde a morte do primeiro homem. Ele enfrentou o rei da morte, lutou com ele e venceu-o. Tudo é diferente agora por ele ter feito isso. Este é o início da nova criação: um novo capítulo abriu-se na História Cósmica”.

Nesta cosmologia, o mal tem um início ilegítimo e tem um fim desejável e possível, garantido por um evento passado, isto é, a ressurreição de Cristo (“o passado como garantia do futuro”, como escreveu Kahler).

O universo é valorizado em todos os seus aspectos. Ele precisa ser redimido e não deixado para trás. Há esperança.

 

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

DEUS, A BÍBLIA E O UNIVERSO

DEUS, A BÍBLIA E O UNIVERSO

Os céus manifestam a glóriade Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um diafaz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguage...

FATOS RELEVANTES SOBRE A ARQUEOLOGIA BÍBLICA

FATOS RELEVANTES SOBRE A ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Pessoas que eram céticas com relação à Bíblia, mas que tinham um ceticismo sadio, livre de preconceitos, puderam de alguma forma ser ajudadas pela arqueologia. Viram que ...

O QUE VEJO NO COSMO

O QUE VEJO NO COSMO

Uma mudança sutil aconteceu em algum momento da história moderna.

Os homens, olhando o universo, deixaram de perguntar “Quem o fez?”, para perguntar apenasComo funciona?”....

NÃO SABEMOS TUDO

NÃO SABEMOS TUDO

Não temos todas as respostas sobre o futuro de Deus que nos aguarda. Essa é uma verdade que temos que aceitar. Sabemos muito pouco sobre a vida na eternidade, sobre o Mil...

Página 10 de 33

estudosbiblicos5