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Arqueologia

Escrituras e o pensamento escatológico

Escrituras e o pensamento escatológico

 

Se pensar escatologicamente é condição da existência humana, então a Bíblia não poderia jamais ficar alheia à questão. Pelo contrário, seu forte conteúdo escatológico é conhecido e para muitos trata-se de um livro que fala especificamente sobre o fim do mundo. Ainda que a Bíblia não seja exclusivamente escatologia, ela com certeza destaca a importância do tema em suas páginas. Os temas relativos ao futuro podem ser encontrados abundantemente, do Gênesis, seu primeiro livro, até o último, o Apocalipse, cujo tema do futuro é o grande destaque.
Mais do que outros grupos, a consciência do cristão o conduz para um tempo em que tudo será diferente, no qual a redenção predita iniciada na cruz se estenderá eternidade à dentro. Acima de outras pessoas ele sente que este mundo está fora de seu propósito inicial e acredita que uma transformação é necessária.
Dentro desse contexto, podemos mencionar que o pessimismo do Livro de Eclesiastes às vezes nos parece constrangedor (1.2; 2.16; 4.1-3; 6.1—6; 7.1,2; 8.14; 9.3; 12.8b). Talvez por isto alguns rabinos hesitaram em incluí-lo no Cânon. Ele pinta um mundo onde a morte é melhor do que a vida, e a não existência melhor que a existência. Onde coisas ruins acontecem às pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas ruins. Um mundo onde o mal não é punido e o justo esquecido. Um mundo onde parece que não vale à pena ser bom e justo. Um mundo de opressão sem consolação.
Nossa mente evangélica, embebida de uma fé triunfalista, que crê e espera o melhor, prefere muitas vezes “ignorar” certas passagens e considerá-las como afirmações de um Salomão apóstata, que só foi capaz de ver o mal no mundo. Na opinião do Pregador (é o significado da palavra Eclesiastes), este é o pior dos mundos, contradizendo o filósofo Leibinz, que dizia ser este o melhor dos mundos.
E ele tem toda razão. Tudo o que ele disse a respeito da vida e do mundo é verdade. Este mundo é realmente mal. Se não fosse, não precisaríamos nem de fé, nem de esperança, nem de otimismo. Mas porque ele o é, precisamos de tudo isto para sobreviver nele.
O filósofo existencialista Martin Heidegger (1189-1976) traduziu essa situação muito bem ao dizer que a vivência “se dá, sobretudo, pela angústia, mediante a qual o homem toma consciência de que é um ser frágil num mundo cruel e absurdo, onde seu destino é a morte. “
É preciso por em evidência o fato de que o mundo em que vivemos, não é o mundo de Gênesis 1.31, à respeito do qual Deus disse que era “muito bom”. Este é o planeta à cerca do qual Deus disse “homem, maldita é a terra por causa de ti” (Gn 3.17). É um mundo, vamos dizer assim, para usar uma linguagem o mais coloquial possível – “estragado” . O pecado estragou-o, apodreceu-o, condenou-o à morte. A criação ficou entregue à vaidade, à futilidade, à transitoriedade (Rm 8.24,25).
Não só a criação inanimada ou inconsciente, mas o próprio ser humano e todas as suas relações com os outros foi afetada pela queda. Por isso esse mundo nunca vai nos satisfazer. Esta nossa existência atual, nunca nos dará felicidade completa. Pois justamente conhecer Jesus, é adquirir a esperança e possuir a certeza de que algo melhor nos espera. “Pois gememos neste tabernáculo, aguardando nos revestir de nossa habitação que é dos céus” (2 Co 5.2). Com o conhecimento do Evangelho, nos projetamos para a frente, para o que Deus fará. Até a própria natureza geme, aguardando a manifestação dos filhos de Deus, para ser liberta desse cativeiro da corrupção (Rm 8.19). Nossa pátria é a esperança, pois moramos num futuro prometido por Deus, oposto ao presente século.
Ser cristão é antecipar o futuro. É experimentar hoje, o amanhã de Deus e desejar sua plenitude. É se sentir um corpo estranho, em um mundo estranho, esta linda pintura cheia de pontos horríveis. É olhar para o Além, para a eternidade futura, onde tudo será restaurado e Deus será tudo em todos (1 Co 15.28).
A escatologia, mais precisamente a escatologia bíblica, não é primeiramente predições a respeito do anticristo, da vinda de Jesus, do milênio. Ela é antes de qualquer coisa um desvendamento, um apocalipse, no sentido amplo do termo, uma revelação, um abrir do véu deixando penetrar alguma luz sobre o que está para vir. Ela encerra em si toda uma visão de mundo, uma cosmovisão toda sua, onde passado, presente e futuro estão incluídos nos planos de um Deus pessoal, soberano, sábio e todo-poderoso.

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

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