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Chamado para formar um povo para a glória do Senhor sendo uma benção.

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Introdução

 

            Neste texto vemos claramente a continuidade do propósito redentor de Deus para a humanidade caída. O Senhor nos seus Decretos Eternos e eletivos escolhe Abrão em meio ao paganismo, em meio à idolatria, em meio a escuridão e a total ignorância do único Deus verdadeiro (Js 24:2-3). As Escrituras são claras em todos os livros em mostrar que o primeiro passo é sempre do Senhor em direção aqueles que Ele escolhe para cumprir neles os seus propósitos santos e eternos, e que se Ele não se revelasse aos seus escolhidos eles pereceriam para sempre nos seus delitos e pecados. Então neste texto vamos procurar mostrar 4 características que comprovam o chamado de um verdadeiro vocacionado para a obra da salvação e tambémmissionária proposta pelo Senhor. Pois, é seu desejo alcançar pelo seu plano divino e eterno todos os povos, raças, tribos e nações da terra através de seus instrumentos escolhidos.

            A primeira característica é que Deus se revela a seu escolhido e a ele declara os seus propósitos eternos.Desta depende todo o restante e sem ela não há porque estar onde se está. Aqui como já foi dito é o Senhor que vem ao encontro de Abrão, não nos é relatado em momento algum das Escrituras que Abrão estava buscando o Deus desconhecido Javé e que Ele ouviu as suas súplicas e veio ao seu socorro pelo contrário Josué 24: 2- 3 nos mostra em que escuridão se encontrava o clã de Abrão. É o Senhor que o chama para um relacionamento com Ele, é Ele quem fala, é Ele quem se manifesta de forma audível. As Escrituras são enfáticas: “Disse o Senhor a Abrão”. Somente nesta pequena observação nós poderíamos colocar em dúvida muitos chamados em nossas Igrejas e Juntas Missionárias. Se realmente inquiríssemos com firmeza aqueles que se apresentam a nós sobre se Deus realmente foi até eles para lhes revelar a sua vontade para as suas vidas, não teríamos tantos desgastes emocionais, de tempo e recursos financeiros como temos tido nos nossos dias. Damos muito valor à formação acadêmica, ao intelecto e aos dons naturais de nossos candidatos e pouco os questionamos sobre os seus relacionamentos pessoais com o Senhor das missões. Vemos muito esforço estratégico nos campos e pouquíssimos testemunhos de saber qual a vontade de Deus para as nossas vidas neste momento, neste século, nesta geração e que não tenho que fazer os meus planos particulares e pedir a benção de Deus sobre eles, mas, conheço a vontade de Deus para a minha vida e agora que sei a vontade do Senhor para mim, farei tudo que estiver ao meu alcance para que Ele cumpra em minha vida o que Ele mesmo determinou para mim e através de mim, que é abençoar outras pessoas segundo a sua vontade. Abrão saiu daquele encontro sabendo o que Deus faria em sua vida. No mínimo sabia que seria preparado por Deus para ser pai de uma grande nação e que viria a abençoar todas as nações da terra. E nós como chamados de Deus, temos certeza do que Ele determinou para nós onde nos enviou como missionários?

A segunda característica é ser separado por Deus e para Deus. Não estava nos planos de Abrão deixar o clã de seu pai Terá, nem a segurança que desfrutava. O Senhor é imperativo quando diz: “sai da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai”. O Senhor tinha que preparar um pai para a sua nação e aquele que está nos planos de Deus para ser usado no seu plano de redenção da humanidade caída tem que entrar e ser preparado na escola de Deus, onde o único professor é o próprio Deus Espírito Santo. Esta escola tem uma matéria chamada obscuridade e dependência de Deus. O requisito indispensável para alcançar aprovação necessária nesta disciplina e que não pode faltar aos alunos é fé e humildade! Por esta escola passaram e passam ainda hoje, todo aquele que o Senhor chama para cumprir a sua vontade de evangelizar os povos para a sua glória, para que possam abençoar os seus. Ninguém poderá cumprir a vontade do Senhor em sua vida se não passar pela “Escola de Deus”, por isso o Senhor exige que eles sejam separados de tudo aquilo que possa lhes trazer algum refúgio, pois, aqueles que foram chamados para fazer a obra de Deus tem que aprender que todos os recursos se encontram no Senhor da obra. É com Ele que eles tem que se acertar, é Dele a responsabilidade de suprir os seus escolhidos para que eles sejam aquilo que Ele deseja que sejam e façam. Para isso Deus tem de separá-los. A perfeita compreensão dos nossos vocacionados em nossos dias desta verdade será consoladora, pois, diante das pressões, necessidades e stress do campo missionário, eles terão certeza de onde estão e para que propósito Deus os colocou ali. Como isto evitaria os desgastes entre os missionários e suas igrejas e agências missionárias!

A terceira característica é fé incondicional na Palavra de Deus. Deus diz a Abrão: “de ti farei”. A gramática neste texto é claríssima! Deus como criador e sustentador de todas as coisas é que modelará este pai de todas as nações. Ele como barro não pode fazer nada a não ser submeter-se as mãos do oleiro para que Ele realize a sua vontade. Isto exigiria de Abrão fé e entrega, neste momento ecoam em minha mente as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: “quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo tome a sua cruz e siga-me”. Abrão foi chamado para seguir ao Senhor e a medida que o obedecia tinha experiências com o nosso Deus todo poderoso e era provado na sua fé. A medida que lemos a narrativa sobre Abrão notamos claramente a evolução de sua fé. No início e depois no final quando lhe é exigido por Deus o seu bem de maior valor o seu filho Isaac. Na mente de Abrão com certeza estas palavras soavam sempre nas circunstâncias mais difíceis de sua vida. “Ti farei! Ti farei!” nos momentos de ansiedade por um filho, lá estava a afirmação de Deus: “ Ti farei Abrão! Na separação de seu último vínculo familiar que era Ló, é o Senhor que aparece a Abrão e lhe recorda e confirma as suas promessas(Gn 13: 14-16). Ah! É esta fé em Deus e seus propósitos eternos e santos que sustentará os missionários nos seus campos. Quando os seus olhos nada puderem contemplar, eles ainda dobrarão os seus joelhos e dirão: Eu ouvi tua voz e tu não podes mentir e eu continuo crendo que tu farás o que me disse que faria em minha vida para a tua glória. Eles não hesitarão em obedecer as ordens do Senhor por mais absurdas que lhes possam parecer. Eles dirão: Não sei o porquedisto Senhor, sou muito tolo para compreender teus planos, mas continuarei crendo e obedecendo até tu cumprires em minha vida o que dissestes.

A quarta característica é ser uma benção. A palavra “Barakah” pode ser traduzida como benção, um dom, louvor de Deus, um presente e até um acordo de paz segundo Strong em seu dicionário. Mas há também a possibilidade de traduzir esta palavra como “fonte de benção,” e aqui neste contexto e observando a gramática hebraica dentro da perícope eu penso ser a tradução mais apropriada, visto que alguém escolhido pelo Senhor para cumprir os seus propósitos é um representante na terra do próprio Deus, e abençoá-lo seria louvor a Deus, enquanto que amaldiçoa-lo seria amaldiçoar o próprio Deus que o comissionou. Sendo assim, Abrão, seria a fonte e o canal pelo qual o Senhor se faria conhecido a todas as famílias da terra. Em outras palavras ele foi à benção de Deus para a sua geração e será também para as futuras gerações até que todas as coisas sejam consumadas. Neste sentido também os missionários são fontes de bênçãos de Deus para a sua geração e para as futuras gerações, não somente pela pregação da mensagem de Deus, mas impactando como Abrão impactou dentro da sua peregrinação todos aqueles que tiveram contato com ele. São verdadeiras bênçãos de Deus quando o Senhor levanta missionários pregadores comprometidos com a verdade do Evangelho nos lugares em que Ele os envia. Estes países, cidades e estados, são tremendamente abençoados por estes homens separados para os santos propósitos do Senhor. Temos vários nomes que poderíamos citar:  Hudson Taylor que abençoou a China e o que dizer de Carrey na Índia e também tantos outros anônimos. Todo missionário deveria refletir sobre como a sua vida tem sido usada como fonte de benção no lugar onde está. Se lhe falta algumas destas característica, com certeza ele deve rever se realmente foi chamado por Deus ou onde se desviou dos propósitos de Deus para a sua vida. Como iniciei quero finalizar: como Abrão fomos chamados para adorar a Deus e formar um povo para a glória do Senhor sendo uma benção. Que nunca nos desviemos deste propósito santo!!!       

 

 

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Pr Nivaldo Júnior

 

Teólogo, Apologéta

 

Pastor Igreja Batista Osório - RS

 

 

 

 

 

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