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Estudos Bíblicos

NÃO SABEMOS TUDO

NÃO SABEMOS TUDO

Não temos todas as respostas sobre o futuro de Deus que nos aguarda. Essa é uma verdade que temos que aceitar. Sabemos muito pouco sobre a vida na eternidade, sobre o Milênio, sobre nossa natureza ressurreta e mesmo sobre as condições do inferno. O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano e isso é verdade também quando o assunto é escatologia.

Algumas pessoas às vezes ficam tão fissuradas no assunto, que desejam saber até mesmo sobre a mobília do céu e a temperatura do inferno. Acreditam ser capazes inclusive de marcar alguma data específica para os eventos preditos, usando de esquemas mirabolantes. Perguntas sobre detalhes muitas vezes dispensáveis, desejam ter um quadro completo e minucioso sobre pontos inócuos. Se as Escrituras fossem responder a cada uma de suas perguntas teria dez vezes o tamanho atual.

Essa atitude não é saudável. Temos que aceitar nossos limites. Viver do que Deus nos concedeu e não do que achamos que Ele deveria nos dizer. A Bíblia já possui riquezas demais, riquezas que não esgotaremos com uma vida inteira de estudos. Devemos aceitar os limites de nossa capacidade de absorção, bem como respeitar a medida daquilo que o Altíssimo escolheu nos revelar.

Não podemos ir além do que está escrito (1 Co 4.6). Esse é um perigo do qual temos que nos guardar. Se a Bíblia diz eu digo, mas se ela não diz eu me calo. Se ela revela eu sei, se não revela ignoro. Ela é a única fonte segura a nos falar do nosso futuro, do futuro da humanidade e do cosmo. Achar algo não é saber, é apenas especular. Nenhuma experiência pessoal de pessoa alguma tem autoridade para mudar o que as Escrituras dizem sobre o assunto. Isso é engano perigoso.

As inferências ajudam, mas não determinam. Claro que nos processos de pensamento, nada impedirá nosso raciocínio de deduzir alguns pontos. No entanto, nossas conclusões ficarão sempre abertas a conclusões diferentes e por isso precisamos de humildade para ouvir outros. Não significa concordar com todos, mas analisar com amor os pontos que não estão muito claros. Sempre vale à pena ouvir outros, mesmo que seja para discordar depois.

É fácil confundir especulações com as verdades reveladas. Por isso filmes sobre eventos futuros são sempre questionáveis. As pessoas tomam especulação por revelação e depois não sabem distinguir as duas. Isso não ocorre somente na escatologia. Filmes bíblicos também produzem tal confusão. Filmes bíblicos não são Bíblia. Não são inerrantes, nem inspirados. São apenas entretenimento baseados na Bíblia com uma boa parte de seu conteúdo imaginado pelos seus produtores. Podemos aprender coisas boas com eles, mas também podemos aprender coisas não muito boas e mesmo desaprender as Escrituras. Nenhum recurso moderno pode substituir o valor do conhecimento bíblico, inclusive do conhecimento escatológico.

Mesmo com tudo isso, temos que aceitar que o que sabemos já é maravilhoso. A humanidade, em sua grande maioria, anda nas trevas e não sabe para onde vai (João 12.35). Não enxergam um palmo diante seus desejos enganosos. Nós todavia, muito sabemos, tanto no que diz respeito às coisas gloriosas e indizíveis que nos aguardam, quanto das dolorosas conseqüências para todos que resistem à verdade de Deus. E isso que sabemos já maravilhoso e tremendo. Podemos sim, nos alegrar na esperança de que tudo será infinitamente melhor do que pedimos ou pensamos. Maranata!

 


  

Pr. Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com) 

 

 

 

 

 

 

 

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