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Home Família Pais & Filhos Roupas infantojuvenis e sexualização das crianças: pais precisam estar atentos

Roupas infantojuvenis e sexualização das crianças: pais precisam estar atentos

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Segundo a “teoria da objetivação”, as mulheres de culturas ocidentais são com frequência retratadas e tratadas como objetos do olhar masculino. O principal efeito desse fenômeno é a auto-objetização, que leva meninas e mulheres a se enxergarem como objetos que serão avaliados de acordo com padrões de beleza muito restritivos. Os efeitos negativos desse fenômeno incluem a insatisfação com sua aparência, depressão e baixa autoestima.

Um estudo, publicado no periódico Sex Roles, buscou examinar o papel da roupa feminina destinada ao público infantojuvenil como uma possível influência social que pode contribuir para a auto-objetização de pré-adolescentes.

O estudo examinou a frequência e a natureza da sexualização das roupas disponíveis para as jovens – crianças, não adolescentes – em sites de 15 lojas de departamentos mais populares dos EUA. As pesquisadoras observaram se a sexualização das roupas revelava ou enfatizava partes do corpo, se a roupa tinha características associadas à sexualidade e/ou se a roupa fazia associação à sensualidade de forma implícita. Também foi observado se os itens da roupa traziam características infantis, como padrões de estampa ou enfeites.

Entre todas as lojas, foram selecionados 5,6 mil itens. Destes, 69% tinham apenas características infantis. Do restante, 4% tinham apenas características sexuais, 25% apresentavam tanto características sexuais como infantis e 4% não tinham nenhuma das características estudadas. Em resumo, cerca de 30% das roupas apresentavam algum apelo sexual.

A sexualização foi mais frequente nos itens que enfatizavam alguma parte do corpo, como camisetas e vestidos com um corte de forma a simular seios ou calças com bolsos decorados – que atraem atenção ao bumbum das meninas. Cada loja também recebeu uma classificação de acordo com o grau de sexualização identificado, variando entre “tween” (ou pré-adolescente), mais propensos a ter roupas mais sexualizadas, ou “lojas de crianças”, com roupas de acordo com a idade.

Ambiguidade confunde os pais

Segundo a autora do estudo, Sarah Murnen, da Faculdade de Kenyon, nos EUA, uma roupa ao conter ao mesmo tempo características sensuais e infantis faz que os pais fiquem confusos. “Eles podem ser facilmente persuadidos a comprar uma minissaia com estampa de leopardo se ela for rosa-pink, por exemplo”, diz. “Claramente a sensualidade é ainda visível sob os arco-íris ou cores tie-die”.

Para Sarah, seguir este modelo tão precocemente leva a sérias implicações. “Estas meninas estão enfrentando a questão da identidade sexual muito cedo. Ao se vestirem desta maneira, elas contribuem e perpetuam a ideia da mulher como objeto”, conclui.

Fonte: UOL
 

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