..::Ministério da Reconciliação::..

Text size
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Palavra do Pastor Palavra do Pastor "Influenciando ou Influenciado?”

"Influenciando ou Influenciado?”

E-mail Imprimir PDF

aparicio-novo


E se o sal for insípido, com que se há de salgar?

Mateus 5:13



 

 

 

A igreja de Cristo tem enfrentado ao longo desses mais de dois mil anos de existência, uma série de desafios para permanecer firme no propósito pela qual foi instituída.
A igreja desde seu princípio encontrou vantagens e desvantagens em seu caminho e para compreendermos a grandeza do sucesso dos primeiros crentes, precisamos entender as forças que os ajudavam e as forças que agiam contra eles na cultura em que estavam.
1- Três vantagens para os primeiros crentes:
a- Paz romana – trouxe estabilidade e boas comunicações.
b- Língua grega – embora o latim fosse à língua oficial, a maioria falava grego.
c- Fé judaica – os romanos nunca entenderam os judeus, mas foram atraídos pelo monoteísmo judaico.
2- Duas desvantagens para os primeiros crentes:
a- O evangelho era escandaloso para os Judeus – não era fácil, e não é até hoje, para um judeu seguir a Cristo. Eles estavam presos aos eruditos rabis, a origem e morte de Jesus era uma afronta ao judaísmo e a eclesiologia da igreja parecia algo blasfemo, pois não se observava o antigo sistema sacrificial.
b- O evangelho era loucura para os gentios – primeiro por causa de sua tendência politeísta, também porque a citação da ceia do Senhor parecia canibalismo para os romanos, também por causa do afastamento da vida social e das tensões familiares produzidas pelos chamados casamentos mistos onde o cônjuge crente procurava impor sua nova vida em prática.
Observe que nem tudo eram flores na vida dos crentes antigos, com certeza não havia perfeição absoluta na igreja, porém eles não deixaram a chama do evangelho se apagar.
Da mesma forma nos dias atuais temos vantagens e desvantagens, algumas coisas que facilitam e outras que se tornam verdadeiros empecilhos para servirmos a Deus, porém façamos como os crentes primitivos e não nos ausentemos de nossa Jerusalém, esperemos a promessa do Pai.
Amém.

Amados,

Quero lhes trazer à memória as palavras de Jesus que nos orientam sobre o dever de influenciar o mundo e o meio em que vivemos. Se de um lado o Senhor nos adverte sobre o perigo de se deixar influenciar pelo modelo do mundo, por outro, a tarefa de exercer influência por vezes surge como um desafio bastante elevado para todos os cristãos. Para definir a natureza dessa influência, Jesus usa a figura do sal como um dos elementos imprescindíveis dentro de uma casa. Por mais pobre que possa ser uma família, dificilmente ela não terá sal em sua despensa. No mundo antigo, o sal era algo de muito valor, e podemos destacar, pelo menos, três características, que são elas: sabor, preservador e pureza. O cristão não pode ser insípido, como sal ele precisa dar o sabor e a medida do tempero em sua residência, trabalho e até na igreja. Da mesma sorte o crente deve evitar a putrefação, ou seja, como sal ele deve contribuir em preservar os bons costumes, o bom nível das conversas, o padrão elevado da moral que vem apodrecendo em razão do progresso do mal no mundo presente. Por fim, a pureza do sal deve ser encontrada nos cristãos como uma referência para nossa sociedade. Para os romanos o sal era a coisa mais pura de todos os elementos da terra porque é originado do mar e do sol. A brancura brilhante do sal deve ser um dos brilhos na vida daqueles que se dizem chamados por Deus. O crente não pode se retirar do mundo, mas deve “a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” – Tg 1:27. E isso não é nada fácil. O crente é chamado para ser um purificador moral em um mundo, onde os padrões morais são baixos, instáveis, ou mesmo inexistentes. A eficácia do sal é condicional. Para continuar a ser útil, o sal tem que conservar sua salinidade. Jesus alerta seus discípulos de que o sal pode se tornar adulterado por impurezas e, quando isso ocorre, para nada mais presta. Tomemos o cuidado para não perder a razão para qual Deus nos colocou diante deste mundo, pois caso isso ocorra acabaremos sendo pisados pelos homens. Não há dúvida a respeito da verdade ensinada por Jesus neste texto. Se não estamos sendo úteis, então seremos jogados fora. Inutilidade sempre traz desastre.

E não se esqueça! O crente é sal, e não açúcar!

Amém.

 

licoes2019