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O perigo da auto-suficiência

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aparicio  

 

 

       

Depois, eles se fartaram em proporção do seu pasto; estando fartos,

ensoberbeceu-se o seu coração; por isso, se esqueceram de mim.

Oséias 13:6

 

 


 

Os israelitas morreram espiritualmente ao se voltarem à adoração de baal. Como conseqüência eles dedicaram-se cada vez mais ao pecado e à idolatria. Ao beijarem os bezerros de ouro, demonstravam quão falsamente adoravam ao Senhor, mesclando o culto divino com a idolatria pagã. O tríplice quadro do orvalho, da palha e da fumaça enfatizava que o juízo divino em breve chegaria, levando os israelitas à destruição. Os que procuram perverter a adoração ao Senhor, adotando os caminhos do mundo, acabam por torná-la inútil.

 

Deus havia abençoado a terra de Israel, e feito prosperar seus habitantes. Por causa de suas riquezas e sucesso, eles haviam se tornado auto-suficientes à ponto de acharem que não precisavam de Deus, de sua palavra e da correção que sua tendência idólatra revelava.

 

Semelhantemente, os cristãos atuais, usufruem de uma série de bênçãos terrenas, são levados por vezes a acreditar que elas são evidências da atuação de Deus em suas vidas, por outras vezes até desprezam a busca de Deus, pois tudo se torna tão automático, a ponto de existir uma satisfação espiritual pela simples manifestação do resultado da abundância dos seus recursos materiais. Em meio a este cenário onde a as bênçãos terrenas mascaram a realidade do seu estado espiritual, os cristãos atuais não se dão conta de como estão se afastando dos padrões bíblicos.

 

Assim como em Israel, os cristãos atuais escondem suas práticas idólatras atrás da capa do utilitarismo, ou seja, está dando certo, estou sendo abençoado, minha vida mudou, porém não observam que Deus não poderá estar nas práticas pagãs que se multiplicam no evangelho da atualidade, entre elas:

 

1-      o culto ao deus mamon, onde as riquezas são a base de toda a liturgia  da adoração, pregação, intercessão e contribuição.

2-      a prática da transubstanciação, levando os fiéis ao exercício da fé apoiada em orações em fotos, objetos pessoais e elementos intermediários de bênçãos.

 

Os cristãos atuais assim como os israelitas revelam corações e mentes com tendência a fixar-se em valores terrenos e nesta obsessão não se dão conta que o pecado de idolatria os levará a condenação eterna. Os fins não podem justificar os meios.

 

Que Deus tenha misericórdia de nós.

 

 

Luiz Carlos Aparicio

Teólogo, Professor, Pastor Presidente do Ministério Evangélico da Reconciliação

 

 

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